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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Conquista: Frescobol ou Tênis?

Meus primeiros ensinamentos sobre relacionamento e conquista vieram do seguinte diálogo:

(EU) - Como vou saber se ela tem interesse em mim?
- Ela não aceitou ir ao cinema com você? Então, tem interesse.
Como saber se ela quer me beijar? (na época, Eu era BV e esta era a minha maior tensão, risos).
- Faz assim: Põe a mão sobre a mão dela, se ela não tirar, é um sinal. Ai você vai e coloca o braço atrás dela e ai vai indo até chegar no beijo..
- Hum.
- É um jogo, você avança um pouco e se ela não recua, é o sinal e o jogo continua.

A época, eu era criança (12 anos) e não viva a minha sexualidade por completo. Mas os ensinamentos me serviram pra vida toda e também no mundo gay.

Então, em 2007, conversando com uma amiga de cursinho, que sofria mil assédios e eu nas minhas eternas dúvidas, concluímos:

A conquista é um jogo! Para dar certo, tem que ser um jogo de Frescobol e não de Tênis. A sabedoria é saber quando é o que e jogar para que o outro entenda o que é o que. (Misturou tudo, né?)



O Frescobol, que foi inventado no Brasil, é um jogo cooperativo, em que a intenção dos jogadores é se divertir sem rivalidade. Basta não deixar a bola cair e assim o jogo continua. (clique aqui para saber mais sobre o Frescobol).

Quando se inicia uma conquista, qual a intenção (quando ambos querem)?
Não deixar a bola cair.

Temos que deixar bem claro que estamos com vontade de continuar no jogo, mas sem rivalidades.

Em um relacionamento tem que ser assim, temos que jogar a bola da melhor maneira para o outro, facilitá-lo rebater e ainda que um lance pareça esquisito, temos que acreditar, em um primeiro momento, que o outro também está jogando Frescobol, apesar, de as vezes, alguns lances parecerem cortadas.

Cortadas acontecem, pois todos relacionamentos passam por crises. Não pode é virar algo constante.

Mas podem haver momentos, que claramente um dos participantes começa a jogar Tênis, efetuando cortadas a todo momento.

O que passa na cabeça dele? Estou fazendo pontos no meu namorado, peguete ou ficante?. Na verdade, o jogador de Tenis está destruído o jogo. No final, ambos saem perdendo e o jogo acaba. Na maioria das vezes com alguém verdadeiramente magoado.

Que tipo de jogo você quer jogar?


Eu prefiro Frescobol: No final, todos saímos amigos e vamos comemorar juntos tomando uma cervejinha no beirute ou debaixo de cobertas bem quentinhas comendo pipoca ou fazendo outras cositas. (risos):


Como está no wikipedia: "No Frescobol não existe rivalidade, não há vencidos e nem vencedores. Como se joga cooperativamente, não há adversários e sim parceiros. É um jogo onde cultiva-se a amizade e o comprometimento nas jogadas" (Há algo melhor do que cultivar a amizade, quem sabe o amor e talvez ter um parceiro para a vida toda ???)

No Tênis, há sempre um vencedor, que vai ganhar um troféu, mas e depois o que fazer com ele? colocar na estante. Tem gente que tem como hobby colocar o coração dos outros na estante. Surreal.

Troféis constumam conversa pouco e debaixo das cobertas são é bem frio, diria até frígido.

Há um texto, atribuído a Ferreira Gullar, sobre brigas em relacionamentos que diz: Eu prefiro ser feliz, ao estar certo.

Jogar Frescobol faz com que a Terra Estrangeira seja menos estrangeira, mais acolhedora e no final Estrangeiros e Nativos comemoram juntos, muitas vezes uns nos braços dos outros e por na maior parte dos momentos sem distinção alguma.

Esse é o objetivo do amor conquistar e ser conquistado pela Terra Estrangeira que é o coração de cada um de nós.


Como disse esses dias no Twitter, Orkut, Facebook e afins: Eu escolhi ser feliz .
Hoje completo: Mas paciência tem limite, se for jogar Tênis, vá jogar com outro. Eu só sei jogar Frescobol. (risos)

domingo, 1 de agosto de 2010

Paradigma do Gay Triste! BrokeBack Mountain! Felicidade = Escolha!

Post giga Grande, mas o assunto não permitiu reduções. É isso que acontece uma pessoa passa por #Reforma, #Alergia e reflexão do seu passado tudo ao mesmo tempo.

Definitivamente, cansei de gente que quer ser infeliz, não tenho talento para isso!

ANNE FRANK, menina judia que viveu boa parte de sua adolescência escondida em um minúsculo sótão fugindo dos Nazi escreveu: " ... Quem for feliz, faça também os outros felizes. Aquele que tem coragem e fé nunca perecerá ... "
Se ela em condições tão adversas consegue ter esse tipo de pensamento, para todos nós é moleza seguir sorrindo.

Minhas andanças, a vida, filmes, peças teatrais, me mostraram o paradigma do Gay Triste.

Ele é sempre demonstrado no cinema e fica claríssimo no filme "Brokeback Mountain" e acontece em muitos outros filmes de temática Gay. O que eu lamento.

Infelizmente, já observei alguma semelhança com a realidade.Em geral, no início do relacionamento os dois rapazes estão até bem felizes e animados, mas em determinado ponto um deles esquece o lado cor-de-rosa e segue para o caminho negro da força.

Nasceu o Gay Triste que dia após dia fica mais aborrecido, emburrado, chato, pessimista, só vê dificuldades e traz pra si a obrigação de tudo resolver.



Em geral, ainda desenvolve um comportamento predatório com o relacionamento, acha que tudo é óbvio e conversar não é uma alternativa. Ira-se muito facilmente, magoa e nunca pede perdão. Começa a cavar o fim do relacionamento para manter-se infeliz.

No outro extremo da relação, aparece o Gay Feliz, que continua encarando a vida com bom humor e esperança, confiante de que de alguma forma as coisas irão se resolver. E assim dessa maneira capenga o relacionamento segue, as vezes por anos.

Paradoxalmente, temos na mesma situação e duas pessoas a vivendo e a sentindo de forma diferente. Uma feliz e outra infeliz.

Arrisco dizer que o Gay Feliz é realmente feliz, porque a felicidade não está na situação em si, mas sim na forma com a encaramos.

Tolstoi diz que quando se ama sempre se é feliz porque a felicidade vive dentro de nós (tradução livre). Pensando nessa perspectiva, eu tenho a certeza que o Gay Feliz é realmente feliz, pois independente da situação a felicidade está dentro dele.

Esse paradigma não é absoluto. É um padrão observei, mas sem qualquer rigor científico.

No caso de "Brokeback Mountain", o relacionamento é indiscutivelmente difícil e com condições externas extremamente adversas.

A chamada que mais gostei desse filme dizia: O amor é a maior força da natureza! Lindo não?



Os dois se amam (para mim é fato) e estão irremediavelmente separados fisicamente e unidos pelo sentimento maior.

No caso deles, não apenas a distância física os separa (em determinados momentos mais de 2000 km), mas também convenções sociais (casamento, etc) e o ambiente social extremamente hostil para que pudessem assumir algo mais real e público, mas ainda assim eles acabam realizando, de alguma forma, esse sentimento.

Se você nos olharmos a partir desse referência o relacionamento de qualquer um de nós muita moleza. O que são mil quilômetros? O que é uma distância de idade? No mundo de hoje, qual o problema de serem dois homens ou duas mulheres? O que tem se um é vegano e o outro ama churrasco? E se um é protestante e outro da umbanda, judeu, católico ou espírita?

Apesar de todas essas adversidades, o Gay Feliz continua demonstrando estar feliz, não acredito que seja porque para ele as coisas sejam mais fáceis, mas sim porque ele encara a vida de outra forma. O Gay triste segue cada vez mais triste e infeliz.

Se me recordo bem, em duas ocasiões em Brokeback o Gay Triste com um soco tira sangue do gay feliz, na última vez mancha a blusa e ela é a estrela do fim do filme.

O Gay Triste age com essa violência não porque não ame o outro, mas porque o comportamento otimista e a insistência em não desistir do Gay Feliz, o irrita de forma irracional, pois ele só sabe encarar a vida de forma triste e o outro a todo momento mostra um caminho que acredita viável e com um sorriso nos lábios.

Fica a lição de que nem sempre quem te ama, ou diz te amar, vai te tratar como você merece e deve ser tratado, não por ser sádico (em alguns casos deve ser, mas eu insisto em acreditar no ser humano), mas sim porque provavelmente nunca foi amado e não sabe lidar com isso, ou então tenha amado e tenha sido tratado dessa maneira.

Para o Gay triste seria muito mais fácil se o Gay feliz o abandonasse, o traísse, o sacaneasse. Dessa forma, ele poderia o demonizar e se libertar da tentação de ser feliz e pode seguir vivendo seus modelos de tristeza. Sim, porque o que mais o incomoda é o questionamento de seus modelos falidos.



No final do filme, como na esmagadora maioria dos de temática gays, o Gay Feliz morre e o gay triste, de forma muito atrasada, percebe que o amava de verdade, mas que agora é tarde demais e segue sendo triste pelo resto de sua vida.

Eu sempre me questiono o porquê desse paradigma do gay triste no cinema. Que mensagem é enviada de forma hermética ao nosso subconsciente? Ser Gay nunca dá certo?

Porque se você é o Gay Feliz o mundo te massacra e você morre prematuramente no final.

Por outro lado, se o mundo não te massacra você seguirá sendo triste o resto da vida.

É perturbador!!!

Acho que por tudo que eu disse dá até para palpitar que tipo de Gay sou eu. Risos. Não acredito que tenha que haver essa dualidade yin yang. Nem organizo meu presente desta maneira. Acho perfeitamente possivel todos serem felizes.

Faça uma retrospectiva na sua vida. Ela é sempre perfeitinha e agradável? Com certeza não! ela, tem alto e baixo, muito provavelmente mais baixos do que alto. E é assim com a esmagadora maioria das pessoas.

E por que há pessoas visivelmente felizes e outras visivelmente infelizes?

A diferença está em como se vê as situações da sua vida e a partir dai, decide ser feliz ou não. Não existe pílula mágica, segredo, etc. A felicidade não é um Estado de Graça, a felicidade é um conjunto de momento e uma construção diária.

Me afasto de Polianismos, ou da história de Joseph Climberman. Acredito realmente que é possível ser feliz sem alienações ou sequelagem.



Haverá momentos tristes e difíceis. Encare-os com coragem tente dentro do possível não. Nunca deixe-se dominar.

A maior parte da vida pode ser encarada assim: Como um copo cheio até a metade ou como uma oportunidade.

Gays Felizes, sigam sendo felizes!

Gays Tristes, acordem só se vive uma vez, então tirem o melhor dessa vida. Sua infelicidade só vai atrapalhar a você mesmo. Os gays felizes encontraram gays felizes e viveram felizes para sempre ou morreram tentando E vocês?

Descolando totalmente do contexto do filme e ampliando a um pensamento mais geral, acredito que um fato que ajuda muitos nesses momentos dificeis é ter uma crença e um relacionamento com Deus.

A maioria das pessoas que tem esse tipo de crença usufrui de uma tranquilidade e confiança inexplicável. Não trata-se de se acomodar, muito pelo contrário, faz-se o máximo. Trata-se de reconhecer a grandeza e unipontência de Deus e entregar a decisão final a ele. Em geral, ele enviará sinais e há até quem diga escutar sua voz em sono ou inspirações.

domingo, 11 de julho de 2010

Como Fazer um Final de Semana Feliz

Então, finalzinho de domingo. Medito. O que foi esse final de semana.

Em resumo:
Feliz, apesar de todas as tentativas de salgarem a Terra e a tornarem estéril.
Não vou me deixar abater.

Ser feliz depende em grande medita de nós e da maneira que encaramos a vida e os problemas.

Amo fazer listinha. Já listei de tudo. Lista de compras, as 35 músicas da minha vida, as 16 músicas do meu último namoro, pessoas para o meu aniversário ... então para um final de semana feliz listo:

Vai uma listinha, pratique será saudável. Risos.

1 - De importância a aquilo que tem importância.
2 - Saia com alguém que realmente gosta de você.
(Mães são ótimas para isso, em especial, se viúvas ou divorciadas, mas só fale coisas leves.)
3 - Encontre seus amigos.
4 - Brinque com seus animais de estimação.
5 - Não se abata com bobeiras.
6 - Converse com alguém que seja inteligente.
7 - Sorria!
8 - Ouça uma música que te agrada.
(Se te agrada cante junto, duble e dance a coreografia)
9 - Aprenda algo novo.
10 - Como uma Maçã e mastigue bem, para sentir cada gota da frutose.
11 - Tome um café bem cremoso (O do café do Sebinho é perfeito)
12 - Deguste um Yogoberry.
13 - Já disse sorria?
14 - Converse sobre todos os mitos de criação e do herói civilizador, com pessoas bem interessantes e inteligentes.
15 - Esqueça que é final da copa do mundo.
16 - Não veja o fantástico. (Ninguém precisa saber de bárbarie)
17 - Sonhe com aquilo que te faz feliz.
18 - Almoce em cada dia, com alguém bem agradável e especial.
19 - Comente os esquetes do Terça Insana (Sugiro: Santa Paciência).
20 - Sobretudo, reserve um tempo para ter um relacionamento com DEUS. (Sugiro o horário do fantástico ... Conecto me com o divino e dormo leve, com muitas certezas)

FRASE DO DIA: Ser Feliz é uma escolha. Por falar nisso, eu escolhi ser feliz.



Santa Paciência no Youtube:


http://www.youtube.com/watch?v=jw_97rHWGCI

domingo, 27 de junho de 2010

Pro Dia Nascer Feliz

Bem, a esse momento todos já perceberam que “Pro dia nascer feliz” será a minha música da semana. A música é lindíssima e fala muita coisa para mim. Nela há coisas que foram a minha rotina e alguns dos meus atos e pensamentos mais corriqueiros. “Todo dia é dia tudo em nome do amor, essa é a vida que eu quis”, “Nadando contra a corrente, só para exercitar”, “O mundo inteiro acordar e a gente dormir”, “A insônia me convence”, “Estamos, meu bem por um triz, pro dia nascer feliz”.

Então me pergunto, o que é preciso para te fazer feliz. Venho de uma família de refugiados, viveram para fugir da guerra, da fome e da morte, acho que por isso eu aprendi muito cedo, que precisamos de pouco para ser felizes, só de não termos que passar por guerra, fome e morte, já temos razões suficientes para sermos feliz, ou quase completamente felizes, ficamos por um triz.

Aprendi que coisas muito simples podem nos fazer muito feliz:

Um banho quente sozinho, um banho com alguém que se ama, comer uma maçã, uma cereja ou uma manga no pé, muitas vezes uma simples mensagem no celular me fez muito feliz, dormir de conchinha, conversar com os amigos, comer aquele prato de macarrão ou de bacalhau, o bolo de cenoura da vovó, conversas sem sentido no carro, ouvir aquela música que preferida enquanto dirige.

A questão toda é que a maioria das pessoas passa a vida inteira adiando a felicidade. Você nunca ouviu frases como: “Só serei feliz quando tiver o carro tal, o emprego tal, terminar isso ou aquilo”. Isso é o maior engano. É preciso aprender a ser feliz no dia de hoje, porque é única coisa que temos. Te digo bem sinceramente: não sei se conseguiras o que almeja, mas com certeza quando conseguir vai ver a felicidade não está nisso. A felicidade vem de dentro e não do que acontece em volta.

A felicidade completa não existe, a perfeição não existe, quem não entender isso será para sempre infeliz. O que existe são momentos felizes, soluções quase perfeitas e o amor, muito amor.

As vezes tudo que precisamos são coisas simples, como alguém que diga: "Estamos, meu bem, por um triz para o dia nascer feliz, essa é a vida que eu quis"

Completo o post com um video do Ney Matogrosso,

um dos namorados do Cazuza,

cantando "Pro Dia Nascer Feliz" :

Clique para acessar o video: Pro Dia Nascer Feliz - Ney Matogrosso