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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bruna Surfistinha de Cada um de Nós

“Eu não escrevo isso aqui para me desculpar com ninguém, nem para me justificar. Eu só quero contar minha história ...”

Assim começa o filme da Bruna Surfistinha ... ao blogueiros a curiosidade pela história de uma das mais famosas blogueiras, e de quebra também uma das prostitutas assumida mais conhecida do Brasil, é irresistivel ...

O trailler do filme e os teasings são muito bons, me chamou a atenção a trilha sonora, que foi muito bem escolhida e muito envolvente.


Tive o receio de que o filme passasse alguma mensagem de que a vida de PUTA fosse fácil ou emocionante ... mas não.

Ao contrário do que diriam os mais incaltos, a vida de Bruna ou de Raquel é tudo, menos fácil ...

Porque continuar a importar essa cultura de Bullying e intolerancia norte-americana?

Porque as famílias se abandonam desse jeito?

Houve realmente escolha na vida de Bruna?

As pessoas não percebem que cultivar a intolerância e a exclusão só desperta o que há de pior no ser humano? Mas garante o mandato de um monte de politicos reacionarios

Perseguir e condenar as pessoas não as faz mudar, oferecer-lhes perspectivas talvez os façam mudar ou ao menos refletir.

... é mais facil condenar a Bruna Surfistinha no outro, do que acolher a Bruna Surfistinha em cada um de nós ...

Pra mim, Bruna se perde no internetico universo dos blogs e redes sociais. O personagem acaba por dominar a vida real, com as piores consequências possíveis no caso dela.

A cada dia percebo que passar de completo desconhecido a proto celebridade da internet, desorganiza muita gente!

O mais interessante é que a parte pública da vida de Bruna Surfistinha é apenas a ponta do iceberg do como aconteceu a virada na vida dela e isso me surpreendeu de forma muito positiva ...

Vale conferir!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Orgasmo Inaugural

O título é assim meio provocante mesmo!


Hoje, ao assistir "De Pernas Pro Ar", com Ingrid Guimarães, respondi uma pergunta que me pertubava desde setembro de 2010.

Tudo que falo está no trailler oficial, leia sem medo.

Tenho uma queda por Cinema Nacional, então o assistiria, mas não esperava tanto.

O filme é divertidissimo. Ri de ter dor na barriga.

Recomendo que todos prestigiem a produção.



Resumindo: Alice uma mulher super bem sucedida, perde marido, emprego e tudo que dava valor e ainda descobre que nunca teve um orgasmo. Ao ter um orgasmo, a vida ganha outro colorido e tudo muda de rumo.

Minha Pergunta:

Por que
Um novo namorado enlouquece
algumas pessoas?


A resposta é: O ORGASMO! Sim. Especialmente, em sua versão inaugural! Não, não é o que tirou a virgindade, mas sim o primeiro orgasmo verdadeiro de uma vida. IE, a descoberta do orgasmo.

Para os Gays, em especial, para os que têm menos de 30, é surreal entender como uma pessoa vive um relacionamento sem que tenha um orgasmo.

Mas é a dura realidade, inclusive no ocidente, a maioria das mulheres nunca teve um orgasmo!

Provavelmente, isso inclua sua mãe, sua vó e sua tia (Igual diz na música Ultraje a Rigor - Pelado.mp3)

A maioria dos gays não tem nem um segundo encontro, se no primeiro não tiver um bom orgasmo. Risos.

No cinza mundo hetero, as coisas devem ser diferentes. Acredito porque existam mais tabus (em especial para mulheres = nunca se tocar ou se masturbar). O orgasmo deve ser a última coisa que muitas esperem de um relacionamento.
Então, é possível que com um novo namorado ou namorada, ao se conhecer um verdadeiro orgasmo, algumas pessoas percam um pouco o norte, a direção e deixem até de ser elas mesmas.

Lamentável! Amigos, amigas, a capacidade de ter um orgasmo está em você e não no outro, se para estar com o produtor do orgasmo você tem que deixar de ser você, troque-o por outro ser humano, enquanto aguarda um melhor, talvez um sextoy ajude. Risos.

Fácil quem sempre teve orgasmos lidar com tanto desprendimento. Risos.

Um tabu para muitos casais de gays e lésbicas é questionado: SexToys;

Confesso que até ler o post SexShop no Blog SouGay, eu ainda era muito resistente aos tais brinquedinhos ... mas viver é aprender constantemente ... e mudar coerentemente é crescer ... risos.

Desde 2007, eu reflito:

O Tesão, sexo é pode não ser o mais importante
no inicio do relacionamento?

Sintonia sexual pode melhorar?

SexToys podem ajudar um relacionamento?

Durante 8 anos, disse NÃO a todas as essas perguntas ... Em 2007, inicie uma revisão de conceitos e em 2010, exterminei por completo esses mitos ...

Hoje, afirmo SIM a todas elas
E muito feliz abraço a monogamia gay.

Certo de que qualquer relacionamento e todas suas partes são construções e que, se houver disposição para aprender, em especial em sexo, quando mais se faz com a mesma pessoa, melhor fica.

PS: Quem for assistir "De Pernas Pro AR" não saia correndo ao terminar o filme, pois terão alguns pequenos esquetes bem engraçados enquanto passam os créditos;

Com comédia curamos tudo, inclusive homofobia!

Não Desisti: Façamos de 2011, o Ano Contra Homofobia!



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Gays e Carros!

Há um imaginario que determina como é ser gay?

O cinema por muitas vezes repete padrões para os personagens gays. Criam-se estereótipos, arquétipos e como toda simplificação da realidade, deixa muito a desejar.

No caso de Gays e carros, destacam-se dois grandes filmes.

Como não se lembrar do marcante "Priscila, a Rainha do Deserto" e sua versão genérica americana: "Para Wong Foo, Obrigado por Tudo". Em ambos, Gays (considerando gays de maneira ampla) decidem cruzar seus países continentais a bordo de veículos com mais que estilo. Como se esquecer do ônibus de Priscila?


O genérico americano perde muito (Para wong foo ...). é uma versão pasteurizada para a conservadora sociedade americana (Padrão Bush) No australiano são Drag Queens e uma travesti/transex indefinida que cruzam o país, no americano Cross Dressers (Uma forma conservadora de descrever Drag Queens, Travesti ou Trans). Em Priscila, há até um filho de Drag Queen.

Nos dois filmes os Gays decidem escolher os carros a partir das idéias de Sofisticação e Estilo (eu diria até futilidade), mesmo que isso representasse menos tranquilidade na viagem. Quem viu os filmes sabe que em ambos as escolhas custam um preço.

A animação da viagem é fascinante. Muita música, sorrisos e tudo mais.

Eu acredito que o carro de cada gay é um pouco do ônibus de Priscila, o meu é.

Brasília com suas ruas amplas e na minha realidade com poucos semáforos, poucos engarrafamentos e quase sem retenções me proporciona andar sempre com o som no máximo, as vezes, dublando. Quando animação e o humor está alta, rola até uma coreografia básica.



No imaginário geral, pode até ficar os gays fazem suas escolhas baseados única e exclusivamente em padrões de sofisticação, beleza e qualquer outra idéia meio fútil.

E na vida real, como você escolhe seu carro?
Já perceberam como tem veado dirigindo Pegeot? Porque isso?

Já falei de carros antes, escolho a partir de análises complexas de custo – benefício, reparabilidade, custo de seguro, equipamentos de segurança, etc.

O carro mais lindo é o Kia Soul! Quando lançaram o Novo Uno, houve comoção geral (Soul menor, para baixo orçamento), mas o espaço para o motorista e o excesso de vendas casadas (para comprar o cinto com regulagem tem que comprar o console de porta óculos, dá para acreditar?) inviabilizam qualquer análise de custo benefício.

(Acima Kia Soul)

Em muitas publicações defendi o direito de ser o que se é. Parte disso é o direito de decepcionar periodicamente as pessoas que tentam encaixar gays, lésbicas, etc em qualquer que seja o padrão.

LGBTTS são seres Humanos, logo são complexos e impossíveis de categorizar. Não dá para colocar em caixinhas ou rótulos.


Já disse isso e repito: SER GAY é SER LIVRE.
Não é preciso seguir qualquer padrão para o bem ou para o mal.

Deixo para vocês: Arcadia Fire: No Cars Go.

(Queria muito aprender a centralizar as musiquinhas. Risos.)

Dica: Meu humor misteriosamente melhorou depois de 200 gr de bombons de chocolate com cereja e licor. Não sei se foi o chocolate, o açucar, a cereja ou o licor, mas funcionou. Risos.

domingo, 24 de outubro de 2010

Como Esquecer ou Duro Processo de Superar

O filme é bafão, e aqui, como de costume é tratado de forma séria, cômica e dramática ao mesmo tempo. Isso é possível? Não sei, não é proposital, mas é como acaba saindo. Espero que vocês se divirtam tanto lendo, quanto a editoria escrevendo.

Efeitos Colaterais das Férias: Publicações longas, orgias gastronomicas (ataques a inofensivas caixas de donuts, almoços em rodizios, jantares no Burger King, muito pão, como eu amo pão), Consumo desenfreado de Refrigerante Diet (25 litros em 7 dias, é muito? Acho q até apareceu uma estria nova. Socorro!) Com sorte sobrevivo ... Risos


No Cinema:
Por sugestão do blog dois perdidos, assisti "Como Esquecer".

Infelizmente, o filme "Como Esquecer" já está saindo de cartaz. Em Brasília, passando apenas no Cine Arco-Iris do Liberty "Small". Temático, não? Atrasado, luzes apagada e saida apressada, (efeito colateral de mta coca-zero!) não permite comentar se o público era do bafão. Na entrada, a ausência de detalhes fashion-etnicos (kipá) renderam uma afronta (uma história de +/- 300 anos que conto outro dia), respondido com um "coloque-se no seu lugar" e um longo sorriso, valorizando os anos de tratamento ortondontico.

Interessante um filme brasileiro tratar, da perspectiva de uma mulher lésbica, a questão das dores da perda e do fim de um relacionamento. Fantástico focar nesse universo, porque, em geral, é o menos explorado dentro do universo LGBTT. (Nem o Almodovar costuma falar, o povo tem medo das rachas!)




É legal sair daquela perspectiva apelativa de beleza plástica, corpos suados e histórias bizarras (em geral, surreais e longe da realidade geral) em uma proposta vaga de que é preciso chocar para combater o preconceito. (Me emputeci com o último filme de temática LGBTS do cinema brasileiro que teve midia, me reservo o direito de não citar nomes)

"Como Esquecer" é um filme real, verdadeiro e sincero. Mostra o sofrimento de uma mulher de mais de 30, que como a maioria das mulheres, sofre muito com o fim de um relacionamento longo. Ser lésbica é apenas um detalhe, que deixa muitas vezes o filme mais divertido e dinamiza o enredo.

No final, ficará claro para a audiência que gays e lésbicas são seres humanos como todos os outros, com as mesmas dores e prazeres. O sofrimento é real e muitas vezes aumentado pela não aceitação e pelo absurdo que é não ter igualdade de direitos.

(Fui bondoso com os HTs, igual nunca, no mundo gay e mix há um frisson e um colorido todo particular. Eu chamo de Gay Power! Sempre digo: O mundo hétero é PB [preto e branco] e o mundo gay/mix é Full HD. Não esperem imparcialidade na descrição do mundo!)

Recomendo a todos, em especial ao público LGBTTS, que assistam e prestigiem essa produção nacional. A atuação da Ana Paula Arósio realmente comove. Há cenas perfeitas, não vou falar aqui porque estragaria a surpresa.


(Há varias cenas no chuveiro/banheiro, mas uma cena deixa bege! Não pela situação, mas pela verdade da cena. Há a tentação em acreditar que não foi atuação, foi real. Não é possível, a cara, a boca, movimentos corporais, não tem como. Mas tudo pela arte. Por esses e outros momentos, Ana Paula Arósio demonstra-se verdadeiramente atriz.)

A fotografia do filme é perfeitav (a foto acima deixa isso claro). Como todo filme brasileiro há nudez, não excessiva, tratada de forma artistica e contextualizada. Com resultado final muito bonito.

Parte do filme se passa na UFRJ, lugar que eu conheço muito bem e fui logo avisando: Se eu chorar, não me censure... (risos)

"Ando tão a flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar ... " (Puta, que brega, tenho que reduzir as idas ao karaoke)

Pra surpresa geral não houve choro, houve algumas gargalhadas. Há outras pessoas no mundo que sussuram comentários cômicos durante o filme.

Não tenham expectativa de um filme muito movimentado, cheio de baladas, drogas, sexo e rock'n roll (padrão de muitos filmes LGBT), e muito menos que sairão do cinema sabendo COMO ESQUECER alguém.

(Se alguém souber o segredo ou tiver receita de como esquecer alguém, por favor, mande e-mail ou diga nos comentários ... com um tempo sempre estrutura-se uma receita, mas uma a mais sempre ajuda, nunca se sabe quando será necessário esquecer alguém, risos )

Na verdade o filme mostra como é difícil esquecer alguém e como isso é um processo diferente para cada pessoa. Não há segredo ou receita mágica. É uma exploração individual.


Talvez nunca ninguém esqueça ninguém, mas, na verdade, aprenda a resignificar os sentimentos e encarar com maturidade a realidade. Quando um abandona o outro, é necessário encarar a vida de frente e reencontra o amor que temos por nós mesmos.

Abandono pode ser explícito ou simbólico (Reiteradamente, não dar prioridade a uma pessoa é um abandono, no mínimo, um aviso do reduzido valor e papel da pessoa)

Não adianta demonizar o outro. Basta entender que os relacionamentos são feitos de erros e acertos. Muitas vezes, erros geram feridas e se o outro não é capaz de percebe-las e curá-las, então o melhor é que cada um seguir seu caminho. Se o outro não mostra boa vontade em curar, não adianta ficar avisando, só gera estresse e desgaste.

Ao analisar a vida de Júlia, a impressão é que ela, como muitas pessoas, viveu de forma residual a própria vida durante o tempo do relacionamento.

Então, o sofrimento do fim do relacionamento é agravado pela dor de aprender a conhecer-se, a lidar com as próprias fraquezas e limitações, assim como reconhecer suas qualidades, belezas e defeitos. (Caraca, beleza é com Ana Paula Arósio mesmo!)

Dois pontos chamam a atenção no filme: a relação com o choro e as relações familiares de Júlia (Ana Paula Arósio).

O CHORO:
Tá gente, não tô contando o filme. Não acho que a relação com o choro seja inverossímil, posso entender mulheres lésbicas e emoções tradicionalmente de mulherzinha. No caso da personagem há também um traço intelectual e racional que poderia também justificar a relação com choro, tradicionalmente ligado com emocionalismo e descontrole.

Já escrevi sobre chorar e dei minha opinião.( Por Que Meninos devem chorar) Acredito que o luto da personagem, e de qualquer um de nós, é agravado quando não nos permitimos chorar e se descontrolar de maneira controlada (Isso é possível?). Quando se chora, se acelera o fim do processo de luto.

RELAÇÕES FAMILIARES:

O Papel da família da família de Júlia nesse momento tão difícil também é algo de se notar. Acredito que a família é uma peça fundamental na vida de todo ser humano, independente da orientação sexual, ainda mais em um momento limite como o que ela vive, mas quando tratamos das relações familiares e gays podem acontecer complicações.

(Escrevi meia página sobre a ambiguidade possível da relação de Gays, lésbicas e suas família, com um coração não cor de rosa, então me dou o direito de me censurar.)

“Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz”

(Alguém dá na minha cara e tira dessa rádio brega que a minha cabeça tá sintonizada. É só o que me faltava, depois de comparar homem a carro usado, eu começar a cantar e escutar "música folclórica Brasileira", o que vem depois? Começar tomar cachaça e cerveja Itaipava [pra impressionar já tomei porre de Itaipava, eu nunca bebo, mas eu queria parecer "moderno". Tá levanta a mão quem não fez merda por causa de homi! Tá mentindo! Safadiiiiiiiiiiiinho])

Puta! a frase surge em um contexto, e quase é publicado sem. Não quero ser a palmatória do mundo e nem avançar sobre o povo que tá no armário. Você é a pessoa mais indicada para planejar e promover a liberalização e a aceitação no seu contexto.

Abandonado o armário, há 12 anos é realmente fantástico poder falar de forma aberta e verdadeira com todos independente da aceitação ou aprovação quem quer que seja. A existência permite a conquista de uma de patamar de respeito.

Supreendente ir almoçar com a Avó ou Tia Bisavó com o namorado e ouvir elas perguntarem sobre futuro e filhos de forma leve, sincera e tranquila.

Teatro:
"Se eu espero, eu desespero" é um espetáculo cômico e dramático ao mesmo tempo. Duas esperas. Na dramática, há um desespero por reencontrar, na cômina, há o frisson por não reencontrar. Em ambas, fica claro uma coisa: Esperar é uma merda, independe do resultado esperado. Risos.


Achei um espetáculo equilibrado. A parte cômica alivia a tensão da parte dramática. Gostei muito da interpretação da Rosa, na verdade me levou as lágrimas.

Não é um espetáculo propriamente GLS, mas posso dizer sem estragar a surpresa que metade do espetáculo é travestido e tem um quê caricato que diverte muito.

Quem estiver em Brasília e quiser conferir, Eu Espero, eu desespero. Teatro da CNEC 608 norte até 31 /10/2010.

PS: A postagem tá cheia de fotos porque o Blogger ficou de fuleragem e só recebeu o trailler na sexta tentativa.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brasília é o Nosso Lar?

Ontem eu fui assistir Nosso Lar: O Filme. Eu já havia lido o livro, acho que algumas vezes e para variar como acontece nesses casos de livros que viram filme, eu acho que podia ter sido melhor. Mas na média gostei muito e recomendo.

O que mais me chamou a atenção foram os comentários na sala sobre a arquitetura de Nosso Lar no filme ser igualzinha a Brasília.

Então, a todo momento alguém dizia: Por isso que aqui é tão bom, já estamos no paraíso.

Há monumentos em nosso lar que são muito parecidos aos de Brasília, como o templo da Boa Vontade (Ministério da Comunicação com o Terreno, ou algo assim, no filme) e o Museu da República (Ministério da Reencarnação, ou algo assim, no filme) e os edifícios que circundam o centro de nosso lar lembram muito as superquadras. Minha amiga disse: Nunca mais entro no museu da república, sabe-se lá onde vou parar! Risos!



Embora eu nem de longe seja espírita, algumas mensagens do filme chamaram a atenção. Ficam as seguintes mensagens: Sempre é tempo de recomeçar; a vida é um aprendizado; O orgulho e o egoísmo são a grande chaga da humanidade; Conectar-se com sentimentos ruins é gerar cânceres e desgastes no corpo; Sempre que nos conectamos com o pior em nós voltamos para o Umbral (purgatório)

O filme tem momentos comovente de levar as lágrimas; Eu me comovi muito com a chegada dos refugiados da Segunda Guerra Mundial (Claro!), com o encontro de André Luiz com a mãe e quando a “criada” da família se despede do espírito de André Luiz que voltou a casa. (porque a criada negra com religião afro-americana, já espiritualista).



Esse foi o momento mais tragicômico: A criada diz: "Tchau . Doutor André,” Eu começo a chorar. Lá no meio do cinema alguém diz: “Eu não quero morrer”. Então no meio do choro, explode uma gargalhada. Pense em uma pessoa confusa com seus sentimentos. Minha parte mais profunda chorava em quanto a externa gargalhava. Risos!!! Mas acho que as vezes no dia-a-dia é assim.

domingo, 1 de agosto de 2010

Paradigma do Gay Triste! BrokeBack Mountain! Felicidade = Escolha!

Post giga Grande, mas o assunto não permitiu reduções. É isso que acontece uma pessoa passa por #Reforma, #Alergia e reflexão do seu passado tudo ao mesmo tempo.

Definitivamente, cansei de gente que quer ser infeliz, não tenho talento para isso!

ANNE FRANK, menina judia que viveu boa parte de sua adolescência escondida em um minúsculo sótão fugindo dos Nazi escreveu: " ... Quem for feliz, faça também os outros felizes. Aquele que tem coragem e fé nunca perecerá ... "
Se ela em condições tão adversas consegue ter esse tipo de pensamento, para todos nós é moleza seguir sorrindo.

Minhas andanças, a vida, filmes, peças teatrais, me mostraram o paradigma do Gay Triste.

Ele é sempre demonstrado no cinema e fica claríssimo no filme "Brokeback Mountain" e acontece em muitos outros filmes de temática Gay. O que eu lamento.

Infelizmente, já observei alguma semelhança com a realidade.Em geral, no início do relacionamento os dois rapazes estão até bem felizes e animados, mas em determinado ponto um deles esquece o lado cor-de-rosa e segue para o caminho negro da força.

Nasceu o Gay Triste que dia após dia fica mais aborrecido, emburrado, chato, pessimista, só vê dificuldades e traz pra si a obrigação de tudo resolver.



Em geral, ainda desenvolve um comportamento predatório com o relacionamento, acha que tudo é óbvio e conversar não é uma alternativa. Ira-se muito facilmente, magoa e nunca pede perdão. Começa a cavar o fim do relacionamento para manter-se infeliz.

No outro extremo da relação, aparece o Gay Feliz, que continua encarando a vida com bom humor e esperança, confiante de que de alguma forma as coisas irão se resolver. E assim dessa maneira capenga o relacionamento segue, as vezes por anos.

Paradoxalmente, temos na mesma situação e duas pessoas a vivendo e a sentindo de forma diferente. Uma feliz e outra infeliz.

Arrisco dizer que o Gay Feliz é realmente feliz, porque a felicidade não está na situação em si, mas sim na forma com a encaramos.

Tolstoi diz que quando se ama sempre se é feliz porque a felicidade vive dentro de nós (tradução livre). Pensando nessa perspectiva, eu tenho a certeza que o Gay Feliz é realmente feliz, pois independente da situação a felicidade está dentro dele.

Esse paradigma não é absoluto. É um padrão observei, mas sem qualquer rigor científico.

No caso de "Brokeback Mountain", o relacionamento é indiscutivelmente difícil e com condições externas extremamente adversas.

A chamada que mais gostei desse filme dizia: O amor é a maior força da natureza! Lindo não?



Os dois se amam (para mim é fato) e estão irremediavelmente separados fisicamente e unidos pelo sentimento maior.

No caso deles, não apenas a distância física os separa (em determinados momentos mais de 2000 km), mas também convenções sociais (casamento, etc) e o ambiente social extremamente hostil para que pudessem assumir algo mais real e público, mas ainda assim eles acabam realizando, de alguma forma, esse sentimento.

Se você nos olharmos a partir desse referência o relacionamento de qualquer um de nós muita moleza. O que são mil quilômetros? O que é uma distância de idade? No mundo de hoje, qual o problema de serem dois homens ou duas mulheres? O que tem se um é vegano e o outro ama churrasco? E se um é protestante e outro da umbanda, judeu, católico ou espírita?

Apesar de todas essas adversidades, o Gay Feliz continua demonstrando estar feliz, não acredito que seja porque para ele as coisas sejam mais fáceis, mas sim porque ele encara a vida de outra forma. O Gay triste segue cada vez mais triste e infeliz.

Se me recordo bem, em duas ocasiões em Brokeback o Gay Triste com um soco tira sangue do gay feliz, na última vez mancha a blusa e ela é a estrela do fim do filme.

O Gay Triste age com essa violência não porque não ame o outro, mas porque o comportamento otimista e a insistência em não desistir do Gay Feliz, o irrita de forma irracional, pois ele só sabe encarar a vida de forma triste e o outro a todo momento mostra um caminho que acredita viável e com um sorriso nos lábios.

Fica a lição de que nem sempre quem te ama, ou diz te amar, vai te tratar como você merece e deve ser tratado, não por ser sádico (em alguns casos deve ser, mas eu insisto em acreditar no ser humano), mas sim porque provavelmente nunca foi amado e não sabe lidar com isso, ou então tenha amado e tenha sido tratado dessa maneira.

Para o Gay triste seria muito mais fácil se o Gay feliz o abandonasse, o traísse, o sacaneasse. Dessa forma, ele poderia o demonizar e se libertar da tentação de ser feliz e pode seguir vivendo seus modelos de tristeza. Sim, porque o que mais o incomoda é o questionamento de seus modelos falidos.



No final do filme, como na esmagadora maioria dos de temática gays, o Gay Feliz morre e o gay triste, de forma muito atrasada, percebe que o amava de verdade, mas que agora é tarde demais e segue sendo triste pelo resto de sua vida.

Eu sempre me questiono o porquê desse paradigma do gay triste no cinema. Que mensagem é enviada de forma hermética ao nosso subconsciente? Ser Gay nunca dá certo?

Porque se você é o Gay Feliz o mundo te massacra e você morre prematuramente no final.

Por outro lado, se o mundo não te massacra você seguirá sendo triste o resto da vida.

É perturbador!!!

Acho que por tudo que eu disse dá até para palpitar que tipo de Gay sou eu. Risos. Não acredito que tenha que haver essa dualidade yin yang. Nem organizo meu presente desta maneira. Acho perfeitamente possivel todos serem felizes.

Faça uma retrospectiva na sua vida. Ela é sempre perfeitinha e agradável? Com certeza não! ela, tem alto e baixo, muito provavelmente mais baixos do que alto. E é assim com a esmagadora maioria das pessoas.

E por que há pessoas visivelmente felizes e outras visivelmente infelizes?

A diferença está em como se vê as situações da sua vida e a partir dai, decide ser feliz ou não. Não existe pílula mágica, segredo, etc. A felicidade não é um Estado de Graça, a felicidade é um conjunto de momento e uma construção diária.

Me afasto de Polianismos, ou da história de Joseph Climberman. Acredito realmente que é possível ser feliz sem alienações ou sequelagem.



Haverá momentos tristes e difíceis. Encare-os com coragem tente dentro do possível não. Nunca deixe-se dominar.

A maior parte da vida pode ser encarada assim: Como um copo cheio até a metade ou como uma oportunidade.

Gays Felizes, sigam sendo felizes!

Gays Tristes, acordem só se vive uma vez, então tirem o melhor dessa vida. Sua infelicidade só vai atrapalhar a você mesmo. Os gays felizes encontraram gays felizes e viveram felizes para sempre ou morreram tentando E vocês?

Descolando totalmente do contexto do filme e ampliando a um pensamento mais geral, acredito que um fato que ajuda muitos nesses momentos dificeis é ter uma crença e um relacionamento com Deus.

A maioria das pessoas que tem esse tipo de crença usufrui de uma tranquilidade e confiança inexplicável. Não trata-se de se acomodar, muito pelo contrário, faz-se o máximo. Trata-se de reconhecer a grandeza e unipontência de Deus e entregar a decisão final a ele. Em geral, ele enviará sinais e há até quem diga escutar sua voz em sono ou inspirações.