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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Gays e Carros!

Há um imaginario que determina como é ser gay?

O cinema por muitas vezes repete padrões para os personagens gays. Criam-se estereótipos, arquétipos e como toda simplificação da realidade, deixa muito a desejar.

No caso de Gays e carros, destacam-se dois grandes filmes.

Como não se lembrar do marcante "Priscila, a Rainha do Deserto" e sua versão genérica americana: "Para Wong Foo, Obrigado por Tudo". Em ambos, Gays (considerando gays de maneira ampla) decidem cruzar seus países continentais a bordo de veículos com mais que estilo. Como se esquecer do ônibus de Priscila?


O genérico americano perde muito (Para wong foo ...). é uma versão pasteurizada para a conservadora sociedade americana (Padrão Bush) No australiano são Drag Queens e uma travesti/transex indefinida que cruzam o país, no americano Cross Dressers (Uma forma conservadora de descrever Drag Queens, Travesti ou Trans). Em Priscila, há até um filho de Drag Queen.

Nos dois filmes os Gays decidem escolher os carros a partir das idéias de Sofisticação e Estilo (eu diria até futilidade), mesmo que isso representasse menos tranquilidade na viagem. Quem viu os filmes sabe que em ambos as escolhas custam um preço.

A animação da viagem é fascinante. Muita música, sorrisos e tudo mais.

Eu acredito que o carro de cada gay é um pouco do ônibus de Priscila, o meu é.

Brasília com suas ruas amplas e na minha realidade com poucos semáforos, poucos engarrafamentos e quase sem retenções me proporciona andar sempre com o som no máximo, as vezes, dublando. Quando animação e o humor está alta, rola até uma coreografia básica.



No imaginário geral, pode até ficar os gays fazem suas escolhas baseados única e exclusivamente em padrões de sofisticação, beleza e qualquer outra idéia meio fútil.

E na vida real, como você escolhe seu carro?
Já perceberam como tem veado dirigindo Pegeot? Porque isso?

Já falei de carros antes, escolho a partir de análises complexas de custo – benefício, reparabilidade, custo de seguro, equipamentos de segurança, etc.

O carro mais lindo é o Kia Soul! Quando lançaram o Novo Uno, houve comoção geral (Soul menor, para baixo orçamento), mas o espaço para o motorista e o excesso de vendas casadas (para comprar o cinto com regulagem tem que comprar o console de porta óculos, dá para acreditar?) inviabilizam qualquer análise de custo benefício.

(Acima Kia Soul)

Em muitas publicações defendi o direito de ser o que se é. Parte disso é o direito de decepcionar periodicamente as pessoas que tentam encaixar gays, lésbicas, etc em qualquer que seja o padrão.

LGBTTS são seres Humanos, logo são complexos e impossíveis de categorizar. Não dá para colocar em caixinhas ou rótulos.


Já disse isso e repito: SER GAY é SER LIVRE.
Não é preciso seguir qualquer padrão para o bem ou para o mal.

Deixo para vocês: Arcadia Fire: No Cars Go.

(Queria muito aprender a centralizar as musiquinhas. Risos.)

Dica: Meu humor misteriosamente melhorou depois de 200 gr de bombons de chocolate com cereja e licor. Não sei se foi o chocolate, o açucar, a cereja ou o licor, mas funcionou. Risos.