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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vc Acredita em Violência Urbana?

"Yo no Creo en la bruja,
Pero que las hay, las hay"

"Não acredito nas bruxas, mas que existem, existem
antigo ditado hispânico

(Acima, Bruxa Cuca, meu maior pesadelo de infância)

Sabem aquela idéia de que se você não acredita em uma coisa ela não existe?

Ou a tentação de acreditar que se você realmente quiser algo, ele acontece?

Quando os fatos tornam impossível negar aquilo que não queremos acreditar, começamos a nos defender pensando:

Tá, isso existe, mas não me atingirá. Arranjamos e até inventamos ressalvas, elaboramos por que aquilo aconteceu com o outro e por que não aconteceria com a gente.

Por anos, acreditei que a violência urbana fazia parte de uma estratégia sensacionalista para vender jornais, ganhar audiência e desmoralizar cidades.

Ou então, que era uma invenção mercadológica para fomentar o mercado da segurança privada. Ainda acredito que esses motivos existam, mas são apenas forma de tirar proveito da situação.

Quando nos mudamos para a nossa casa atual, criou-se uma batalha: Alguns queriam colocar grades e cerca elétrica, por causa da violência urbana. Eu? Comandei o bloco contra grades e cia, pois não acreditava e nem queria acreditar que existisse toda essa violência. Me recusava a ser prisioneiro na minha própria casa. Por conta de certos eventos, temos cerca elétrica e grades. :(

Infelizmente, recusar-se a acreditar que coisas ruins existem é um passo perigoso no sentido de tornar-se vítima delas. A alienação e omissão é gasolina para perpetuar e até piorar a situação.





Quando criança, morava em uma casa gradeada


Sentia a mesma tristeza do mocinho ao lado.










A vida deu na minha cara e tive que assumir a realidade: Não gosto da Violência Urbana, Não gostaria que ela existisse, mas, independente da minha vontade, ela existe.

Nas últimas semanas, dois episódios, em duas das maiores e mais ricas cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, deixaram claro a anomia (Anarquia e Ausência do Estado) e a insegurança a que TODOS vulneráveis.

Eu me senti pessoalmente atingido e bastante abalado. Muito podem estranhar meu envolvimento e comoção, pois moro em Brasília, mas em ambos os casos, eu freqüentei os cenários dos eventos, de forma rotineira e nos horários dos acontecidos, o que me faz sentir completamente envolvido, desrespeitado e solidário com as vitimas.

Vivi por diversos períodos da minha vida no Rio de Janeiro. De lá vem a minha família, exatamente do Bairro do Rio Comprido, onde um dos carros foi incendiado. Passei mil vezes naquele local, então a sensação de que podia ser o meu carro me aterrorizou. Até porque estou de férias e até março de 2010, todas as minhas férias eram no Rio.

A mesma coisa com a Av. Paulista. Meu melhor casal de amigos gays mudou-se para lá em 2007, visita-los é um prazer. Há meses, me cobram uma visita. Eu prometi que nas férias iria. Cacete, estou de férias. A mesma sensação tenebrosa de PODIA SER EU, me aterrorizou.

Até por que em São Paulo, que eu julgava mais segura que o Rio, eu, em um exercício de independência e liberdade, andava sozinho a noite, nas Alamedas, na Augusta e na Paulista.




Me recuso a aceitar que as autoridades de SP permitam que uma Avenida tão suntuosa e agradável não seja um lugar seguro para andar a noite ou de madrugada.









De tudo isso, o que mais me incomodava, em parte dos cariocas e paulistas, é a desensibilização com a gravidade e o exercício criar um ambiente de pretensa normalidade e de elaborar ressalvas para justificar a violência, na ansiedade de tentar se colocar-se a salvo, ao menos em suas mentes, da possibilidade de ser vitima.

No Rio, os cariocas sempre justificam a violência sofrida pelo outro baseado na figura do “VACILO”, “VACILÃO”, etc.

A última vez que estive na Av. Atlântica, Copacabana, as 18 horas, presenciei o assalto de alguém visivelmente estrangeiro. Seguimos andando e eu comentei: Que absurdo. Ouvi como resposta: Claro, ele estava com a câmera digital na mão.

Internamente me perguntei: Onde a câmera deveria estar? Na cueca?

No mundo inteiro, câmeras foram feitas para ficar na mão e para fotografar tudo, em especial, pontos turísticos, como é o caso da Av. Atlântica.

Tanto em Buenos Aires como em Montevideo atestei que uma grande cidade, em especial em suas áreas turísticas, pode ser segura todas as horas, inclusive a noite. Em ambas fiz passeios durante a madruga, com minha câmera digital na mão, andando de ônibus e muitas vezes a pé. Espero que ainda sejam assim e que nós no Brasil consigamos chegar lá.

Fui forçado a entender que a violência urbana existe, mas recuso-me a acreditar que ela seja normal, irreparável, ou que seja culpa exclusiva da vítima.



TOME PARTIDO!

"A neutralidade só ajuda ao Opressor, nunca a vítima.
Silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado"
Elie Wiesel







Sou completamente solidário com a população do Rio de Janeiro e com as vítimas do ataque na Av. Paulista. Gostaria mesmo de poder fazer algo mais que fomentar a reflexão em um blog. Resta-me Tomar Partido!

Espero que as autoridades assumam a responsabilidade de suas debilidades, reconheçam o caráter sistêmico desses eventos, gastem mais tempo elaborando e implementando medidas de prevenção do que tentando justificar o injustificável, em ambos os casos o ESTADO, que tem o monopólio da violência legítima, não estava presente e permitiu a atuação dos criminosos, deixando a população a mercê da barbárie.

No caso da Av. Paulista, falham o Estado e Prefeitura ao não garantir segurança. Falham também as INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS quando se permite de forma irresponsável e criminosa liberar as bestas humanas que fizeram o ataque macabramente “televisionado”.

Não aceito o argumento reacionário de necessidade de endurecimento da legislação, (que conforma-nos a acreditar que apenas no futuro as coisas poderiam dar certo.) Já há previsão em lei, que poderia mantê-los preso. Falharam os operadores e não os legisladores, como o pensamento pronto e não reflexivo quer nos fazer acreditar.

FICA AQUI A MINHA INDINAÇÃO E SOLIDARIEDADE.
QUE DEUS TENHA PIEDADE DE NOSSAS ALMAS. #OREMOS.

Colaboraram com o texto: BSvox e Henriquel.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fags e JEDI dos Infernos na Av. Paulista

“Não almejo despertar convicção.
Almejo estimular o pensamento
E perturbar preconceitos.”
Sigmund Freud


A surreal, cretina e sarcástica versão que falta
do ataque de gays na Avenida Paulista.


"A Última Versão
Ataque na Paulista"


Um bom advogado não é tudo?

Recentemente, o endereço mais nobre de São Paulo, a cidade mais rica do Brasil, recebeu a refilmagem "Trash" de um dos maiores clássicos do cinema:

"STAR WARS,
live in São Paulo"

Câmeras escondidas foram colocadas, para dar ao filme um tempero "Bruxa de Blair" mais Big Brother.

Infelizmente, uns veados atravessaram o Set das filmagens e foram feridos ...

Não viram as placas de
"Avenida imprópria para a Veadagem"
afixadas no local.

Lamentável Incidente! Mas o show deve continuar!

O ator que interpreta "Darth BEM" já foi liberado.

As gravações continuarão! Talvez, na sua vizinhaça.

Gravações continuam em SP! o prefeito, o Governador, o Delegado, grandes setores da Imprensa Paulista (como a notável Revista V§J§), parte da peopulação e até personalidade gays defendem a continuidade e acreditam que foi um incidente lamentável.

Por fim, o Estudio Gold-Gobbel, que tem como sócios e suportadores alguns políticos e personalidades paulistas, aceitou manter as filmagens na cidade.

Os tomates "sociologistas" da ultrapassada esquerda teimam em associar o acidente lamentável a um sentimento inexistente na cordial população brasileira a que nomeiam "homofobia".

Fica claro que ninguém teve medo (Fobia) dos veados (HOMO = Veado), os atores são muito machos e valentes. Um até bateu na mãe. Outro teve a machesa de mijar na sala quando a professora "comunista" falou da URSS.

Para manter clima Blair e BBB da empreitada, o cronograma de filmagens não pode ser revelado.

Subversivas ONG de Veados
incitaram os sodomitas colocar
uma gilete a mais embaixo da língua
para uma "suposta" defesa.

Até onde chega a afronta dessa gente?
Desprezível a violência desses pederastas.
Felizmente, o BEM sempre vence o MAL.

E os valores da família triunfarão, mesmo que tenham que se sujar as mãos.

Por ser a mais pura expressão da verdade, assino:
R. Adolf H. "Azedo" Civitovit
.

A profusão de sobrenomes estrangeiros, um provavel alemão (H.) e o sobre nome Russo, que significa filho de Civita, deixa claro que o Cronista, viveu na URSS, foi de esquerda, mas amadureceu, atualizou-se e agora filhia-se a uma perspectiva "mais moderna".
o que contribui para afiançar a IMPARCIALIDADE do cronista e de nossa revista.

(Acima, a capa da revista que publicou o Editorial de Civitovit)

Como ouvi de um representante paulista de equipamentos:
"Ser Jovem de esquerda é normal, mas permanecer é burrice"

Só Queria rir da situação? Acabou a comédia.
Talvez, algo mais se você ler apenas os comentários em rosa


Aos meus seguidores e leitores,
Desculpem-me não seguir uma linha editorial
e misturar deboche, textos "cabeça", "proto-intelectuais", sobre amor e outros.

Sou novo em Blogs,
Tento ser um "comentarista" da minha vida.
Sou leitor voraz, mas não um profissional das letras
ou do marketing, ainda por cima sou dislexo.

Suas visitas, comentários e e-mails me alegram muito mesmo.
Muito Obrigado.


Abaixo, POST longo, "proto-intelectual", analítico.
Risos daqui para frente serão incidentais.

Mil figuras, tentando tornar essa merda de assunto algo mais "LEVE".

Critica aberta e rasgada a Revista VEJA (doravante V§J§)
e a defesa da versão do ataque isolado!
(Partidarios desta Versão, sugiro não continuar)

O tratamento do caso da Barbárie na Avenida Paulista pela V§J§ e por alguns setores paulistas, inclusive gays, que descaracterizam o ódio presente no ataque, me esgotou totalmente.

Acho perfeitamente legítimo, democrático discordar do atual governo, manifestar-se.

Agora, Ser contra todo e qualquer processo ou projeto só por que ele é tocado por X ou Y é minimamente TACANHO, SIMPLISTA e INCONSEQUENTE. Em especial, se tratar de questões de minorias, grupos vulneráveis ou Direitos Humanos. (Gays encaixam-se nos três)

<< Por que a V§J§ abandona seu discurso tradicional de visibilidade e suporte aos homossexuais?


PQ nesse momento a oposição sem reflexão ou medida é a regra!

"Sr. Azedo", Legitimar a homofobia, MATA!



Criticar, debochar sem dados ou com frase de efeito é fácil e delicioso. Faço isso o tempo inteiro, no meu blog, com a minha vida, com os conservadores, com religiosos histéricos, etc. Risos.

Agora, não mexam com meus direitos e dignidades, porque posso até ser FAG, mas ainda sou MACHO pra CACETE e mereço respeito!. Independente da calça super Skinny que eu vista.

O que é FAG?
FAG são gays aparentes, em muitos casos até afeminados. Você não gosta? Liberdade Sua. Pega machão, mas sugiro que não na Av. Paulista.

FAGs escolhem ser FAGs?
Não! Eu não escolhi, sempre fui uma criança “sensível”e um adulto “exuberante”, cintilante e radiante. Apesar dos castigos, ônus e intensa reprovação social e da minha família.
(Em 2005, o puto acima me informou que eu era FAG.
Eu? Tive um ataque de Ira, mas não o agredi com uma lampada.)

FAGs agridem/chocam os conservadores?
Não, Vivo em uma democracia e tenho direito de ser o que SOU, por mais cintilante que seja, dentro dos espaços coletivos. Reprovo veementemente as limitações "obscenas" impostas as mulheres em algumas denominações evangélica, me sinto agredido e chocado, mas não as discrimino ou censuro publicamente. Os setores conservadores chocaram-se com a abolição da escravatura, com o divórcio, com as mulheres no mercado de trabalho, com criminalização do racismo, com o estabelecimento de hora extra para suas empregadas domésticas, com a institucionalização da laqueadura de trompas, com as vagas reservadas a deficientes e idosos, com caixas preferenciais.

Provavelmente, a maioria usufruiu, usufrui ou usufruirá desses eventos que julgaram reprováveis.

"Lamento, o consolidar da liberdade e da igualdade choca!"

(Acima, versão artistica da reação de meus tios avós
no momento da minha
primeira aparição com GuiBel, meu namorado.

Segundos antes, ele arrumou meu cabelo!
Dois anos depois, Tio Felipo, ao centro, de terno verde, se assumiu
Arranjou um namorado, Joel, uma simpatia.

Seu irmão gêmeo Felicio, na fila acima,
continua namorando escondido outros homens proto HT.

A liberdade e libertação são voluntárias.
Tio Felipo me liga sempre.
Tio Felicio, ao me ver na rua, finge que não viu.

Tem veado de todo jeito. Eu Respeito!)

FAGs incitam a discriminação?

Culpar qualquer vítima de violência/discriminação por ela atuar nos limites e similaridade permitidos no conjunto da sociedade é RIDICULO! É como culpar a mulher estuprada, por usar saias curtas, ou por passar em locais perigosos (como me disseram que seria a Av. Paulista. Estive lá, Dezenas de vezes a noite, fora da PARADA. A desenvoltura dos gays, andando de mão dadas e se beijando eu só havia presenciado em Buenos Aires. Deslumbrou meu Ex.)
Quando falo similaridade advogo uma comparação ampla sem limites de gênero! Gays podem vestir qualquer coisa que seja vestida na sociedade por homens ou mulheres indistintamente. Ridículo? Foi assim que mulheres passaram a usar calça, terninhos, etc. Ainda acha ridículo? Liberdade sua, não usa.

(Acima, A liga GAY sim, FAG nunca! Grito de ordem:
Macho é macho até debaixo de outro macho,

Se quisessemos femilidade, trepava com mulher!)


MOTEL, MOTELZÃO, TELO!
Leio em vários blogs, sobre idas divertidíssimas ao Motel. Eu já gostei muito. Ambiente do PECADO e do SEXO. Espelhos por todos os lados. Hoje, nada substitui minha caminha quentinha.

Até 1985, boa parte dos motéis cariocas se RECUSAVA a receber GAYS. Sabiam? Com qual ARGUMENTO? A PRESERVAÇÃO DA FAMÍLIA, claro. Diziam-se ambientes familiares.

(Acima, TUTI e Eu na minha caminha quentinha!)

COMO É QUE CHAMAM O NOME DISSO?
Já sei, eu li a V§J§ ontem! É MALDADE, eles tiveram uma má educação, sem limites, sem valores minimamente humanistas ou cristãos e pode acontecer em qualquer classe não só “NA SURRADA CLASSE MÉDIA” como disse o articulista “Sr. Azedo” (BULLSHIT!= Tudo Merda)

O NOME DISSO É HOMOFOBIA

(termo ridículo, que odeio. Quem tem medo de que? Depois da repetição dessas MERDAS de ataques: EU tenho medo de ser GAY. O filho da puta que atacou tem é ÓDIO. Cacete! Mas é o que tem pra hoje) Homofobia com o Star Wars live in São Paulo. Homofobia liga-se a motivação e não ao sucesso efetivo. Ou se ao atacar pensou que era gay e esse foi o motivo, não importa se o atacado vai se assumir na imprensa ou não, ou se todos os atacados eram gays.

Destruir o preconceito materializado em ataques, não é tarefa apenas dos politicamente corretos, das FAGs, dos assumidos, dos gays pobres, favelados, é de todos que sintam atração por pessoas do mesmo sexo, que se digam gays, homo ou héteros, assumidos ou não. Por que PODEM ser vítima, acreditando nesse ódio ou não.

Um mundo melhor é possivel?
Lutar para construir um mundo melhor é de esforço e dedicação infinitamente maior. E de desgaste também.

Enquanto, a maioria dos gays, em 1998, usufruia da tolerância permitida. A nós, FAGs assumidas por natureza, cabia dar na cara da sociedade, para mudar seus preconceitos. Ex: retirar a homossexualidade do cadastrado de doenças mentais.

(Sou o terceiro sem camisa, quase sendo carcado pelo último.
Cacete, tem gente só pensa em pegação!)


O Sinhô com a lâmpada fluorecente, não pergunta, nem analisa se você tem ISO 90024, se se assumiu, se é militante, se votou na Mafalda ou no Burns, se é conservador ou não. ELE ATACA, como um cão RAIVOSO.

Quem é o JEDI do Inferno com seu sabre de Luz improvisado?
Ele pode ser o Skinhead aparente; (nomenclatura genérica para criar um fato, como a imprensa adora)
Ele pode ser o Bebê da mamãe, criado com danoninho, sem nenhuma educação ou limite, que mija na sala de aula e ouve cantadas inexistentes;
Ele pode ser o que bate na mãe;
Ele pode ser qualquer pessoa que você imaginar ou conviver;
Homofóbicos tentem a ser bem dóceis no trato cotidiano, mas em grupos, quando confrontados em questões do dia a dia ou quando decidem atacar não fazem muita cerimônia, nem pedem licença.

(Acima, foto da Revistas "Bundas" o ator
que interpreta Darth BEM
mostra que é uma pessoa de paz,
com Cacetinho, seu ursinho de estimação de infância,
que dorme com ele.
Ele declara: Não sou Homofóbico, Fiz troca-troca na infância)


Experimente assumir a igualdade efetiva. Ex. morar com seu Marido de forma assumida mas não necessariamante afetada e responder ao vizinho que ele é seu Marido e não amigo. No primeiro desentendimento, o vizinho provavelmente ao final da discussão gritará: Vai tomar no C*, VEADOS FDP. E correrá para casa. PQ vocês são masculinos fortes, durões e quebrariam a cara dele. A homofobia já se apresentou ... ainda que você sai ileso.

Não vale dar opinião quem ainda vive atrás das douradas grades da Gaiola das Loucas (vida aparentemente heterossexual) ou sobre a proteção de seus papais machudos e poderosos.

(Darth Bem preparando-se para a próxima filmagem,
ainda em São Paulo
.
Ele declara: O delegado me tratou com um PAI.
Não, não fui abusado na cadeia)


Onde posso ser atacado pelo JEDI do Inferno?
Pode ser na Paulista, na Augusta, na Consolação, nas Alamedas, na Praça da República, no Arrouche (Locais que eu tenho certeza que já aconteceram ataques). Em qualquer viela escura ou não.

Mas pode também ser na saída do Bailão, Show dos Beatles cover , nas proximidades de qualquer evento onde você tenha deixado clara a sua liberdade de ser o que é. GAY! Uma simples carícia pública, não precisa ser lasciva, ou um simples selinho, caricia no cabelo, pode irar o JEDI do INFERNO.

(Acima, BSvox (comuna, de vermelho) e
GuilBel (Neo liberal, de azul)
em seu primeiro encontro em um Quiosco de Buenos Aires.

GuilBel, argentino, quis beijar BSvox,
mas ele não aceitou por ser um local público.

BSvox, bobinho, não sabia da
"libertinagem" e igualdade efetiva
reinante em terras Portenhas.
)

Por que os ataques continuam em locais de freqüência Gay em São Paulo?
Por que as autoridades paulistas, assim como a V§J§ e alguns paulistas escreveram, fecham os olhos ao caráter sistêmico dos ataques. Caracterizando o ataque como pontual a uma questão que é sistêmica.

As pessoas só conseguem ver fotografias isoladas e nunca um filme continuo, que se forma pela grande quantidade de incidentes, basta passá-las na velocidade adequada, como acontece com todo filme.

Para resolver “ERROS e ABUSOS” sistêmicos como ataque a homossexuais apenas a medidas contra-ciclicas podem ter efeito. Descaracterizar o ataque é medida pró-ciclica que alimenta a espiral que gera a violência.

(Acima, típico militante pela santidade do casamento.
Os oprimidos mudam, os argumentos, NUNCA!

A Santidade é ETERNA!)

PARA OS QUE DEFENDEM A OPRESSÃO, SISTEMICA, OS QUE TENTAM DEFENDER A CONTINUIDADE DAS COISAS COMO SÃO, RESTA UTILIZAR DOIS ARGUMENTOS:

DEFESA DA HONRA e DA FAMÍLIA.

Coincidentemente, foram esses utilizados para oprimir mulheres, que quando mortas pelo descontrolado marido, com certeza o tinham traído (legitima defesa da honra) e que, até a década de 70, antes de aprovada a lei do divórcio, muitas vezes, perdiam a guarda de seus filhos em nome da defesa da “família”.

(Acima, imagem real de mulheres lutando
por liberdade e igualdade na década de 60!
Essa é para você que é "free rider - caroneiro"
não faz nada e só goza dos direitos e tolerânicas adquiridos!)


Nos EUA, defendiam a segregação dos Negros para defender as famílias.

Proibir GAYS de serem FAGs ou de ter atuação pública semelhante aos Hetéros é defesa de qual família? Da minha NÃO! e de nenhuma! TODOS tem que ser educados para lidar com a diversidade e com as liberdades.

Matar uma pessoa por causa de uma cantada é defender a HONRA de quem? Sou FAG, quando uma mulher me canta eu não bato nela. Sorrio, agradeço. (Detalhe, na Paulista não aconteceu cantada!)

Na LOCA/SP em 2002, quando uma moçoila pegou na minha bunda, eu sorri. Pedi respeito, Ela parou. Não soquei a lata de Coca Zero na cara dela. Fomos todos felizes para casa. Minha bunda, honra e dignidade sobreviveram.

Se cada um se limitar a cuidar do próprio C***,
Teremos um HAPPY END!

Por fim, perdoem-me, se durante o meu post gigante ofendi alguém. Não era a intenção.

Posso assegurar:
NENHUM CONSERVADOR FOI FERIDO DURANTE A ESCRITURA DO TEXTO.

(Ao lado, Eu, BSvox exausto no meio da madrugada, após terminar o post.)


A paisagem é um afresco na minha sala. A pedra é cenografica.
Eu uso para esse auto retratos poéticos.
É afeminado, eu sei, mas não me importo.)



Se você chegou aqui, confessarei: Até hoje, foi o meu post mais dolorido e tenso. Meu corpo todo dói e inclusive os meus dentes.


"O Tempo há de revelar
o que se esconde nas dobras da Hipocrisia."

Escutei essa frase em um monólogo baseado em diversas obras de Shakespeare.

sábado, 6 de novembro de 2010

Trabalhar Fazendo a Diversidade

Volta ao trabalho significaria publicações menores! Não consegui, ficou enorme!

Post Longo do Tipo: Meu Querido Diário!

Fazer a diversidade é:

Existir e ser diferente é diversificar o ambiente P/B (preto e branco) HT (hetero) onde a maioria convive.

Dedicar-se a construir um ambiente mais inclusivo, também (projeto que tenho mais entusiasmo).

Em todos os ambiente, quando se trabalha, quando se compra, quando se passeia no shopping, quando se visita o possivel "mr. Right" na faculdade, quando se sai para jantar com uma amiga, quando se almoça no domingo com a família ... sempre ... existir é o primeiro passo para desfazer o imaginário tacanho e construir uma diversidade real e palpável ... meio militante, não? Totalmente.

A verdade é que algumas pessoas podem até deixar as fileiras das organizações formais e informais, mas sua mania de batalhar por direitos humanos, muitas vezes difusos, parece estar gravada nos seu código genético e muitas vezes o caminho é mais importante até que o próprio resultado. Há coisa que só são possiveis com a participação de todos: Derrotar preconceitos, sustentabilidade, inclusão.



Mundo PB, HT, Full HD?
O mundo héterossexual é PB (preto e branco, com nuances cinza) como aquela TV velha da casa da tua avó.

Heterofobia? Não, hetero-realidade! Tem coisa mais chata que festa de casamento? O ápice da celebração do HT Way of life (modo HT de viver)

Já o mundo gay/mix é Colorido em full HD. (não entendo pq tem gente que ainda quer transformá-lo em algo 5D e toma um monte de compridinho com a cara do mickey e coisas desse tipo) Risos.

Vários tipos de pessoas, de terno, coloridos, de top, sem camisa, etc. Cabelo de todos os jeitos. Quando você pensa que já viu tudo, sempre aparece algo para te surpreender.
Com sorte você ainda vê uma drag (ápice do Mix Way of life) Energia, Sorriso e Exuberância. (as vezes em exagero)

Drags são mix por excelencia, transitam entre os mais diversos ambientes. Já vi em muitas formaturas, aniversários, etc mais que caretas.
Day Rainbow Moment nº 1)
Hoje tive um "raibow moment"(momento arco-iris), sempre rola um bafo básico. Recebi um elogio profissional, então fiz questão de reclamar das atitudes super homofóbicas de alguns personagens mal humorados que misturam suas limitações de compreensão da diversidade com o profissionalismo. No final, perde o resultado e o profissionalismo. Lamentável, mas ainda existe gente assim.

Não preciso que ninguém me defenda, mato um leão de preconceito por dia, mas gosto de deixar claro essas babaquices.

Day Rainbow Moment nº 2)
Depois em outra reunião. Não sei porque o tema casamento gay surgiu. Todas participantes expressaram opiniões favoráveis, algumas até entusiastas. (Talvez, a minha presença impactante tenha inibido as contrárias, sei lá!)

Uma delas até disse o que disse que quando alguém vem falar contra, com aqueles argumentos babacas (Que infelizmente abundaram o segundo turno das eleições).

Ela diz: "Temos que reconhecer, é uma situação de fato. Até entre nós (mulheres hetero) o casamento é na verdade uma empresa, uma sociedade. Você acha justo alguém não ter direito no que ajudou a construir?"

Eu completei: Casamento é o instituto civil. Matrimônio a instituição religiosa, no matrimônio manda cada igreja (teoricamente certo? Não sei, não importa, a frase fica bonita. Risos.)

Mais do que fofa minha colega, não é? Meu sorriso foi de orelha a orelha.

Há lugares de trabalho muito, mas muito tradicionalista. Acho que eu posso me encaixar nesse caso. Testemunhar avanço no respeito aos direitos civis é algum recompensador.

Embates pelo respeito a diversidade:

As coisas mudaram muito nos ultimos 5 anos e saber que eu fui parte disso me dá um certo orgulho.

As vezes é triste)
Há 5 anos atrás (2005), quando da legalização do casamento gay na Espanha, tive que escutar que era uma coisa anti-natural, anormal e mais daquelas babaquices rasas.

Caso existisse a oportunidade de argumentar com dados e exemplos, em 25 minutos seriam desconstruidos todos esses mitos, mas essas discussões não costumam ser assim. As pessoas em geral utilizaram frases de efeitos e manchetes (não suporto gente limitada e tacanha, para não dizer burra!)

Estou OUT (fora do armário) desde 1999! No trabalho, desde 2001, militei de 2001 a 2006, pensem no bafão!

Na discussão de 2005, não engoli nada. Discuti na frente de todos, sem medo de ser o único a defender meu ponto de vista.

Finalizado o embate, fui reclamear pessoalmente com a chefona do RH de discriminação.

Pense em alguém fora de si, (eleve a "n" e multiplique por dois) era eu.

Perdi a linha, desci do salto e rodei a baiana com o tabuleiro de acarejé e tudo mais! (Assumo meu descontrole e intensidade, mas poxa isso afronta a dignidade do ser humano)

Deve ser por isso que até hoje a chefona do RH me chama pelo nome quando me vê no elevador. Risos.

No final, deu tudo certo!

Final Feliz)
Esse ano, ainda com alguns personagens do episódio de 2005, quando da legalização do casamento da Argentina, mais senhor da minha colera, fiz um comentário público elogiando a iniciativa do povo argentino.

Acho que cinco anos de Paradas, reportagens positivas na mídia, minha presença nos arredores (sem tirar gilletes de baixo da língua, ou qualquer coisa bizarra do imaginario desinformado dos conservadores) quem sabe até o Rick Martin ter saído do armário (brinks), etc causaram alguma liberalização nas mentalidades e foi dado um passo em direção a diversidade.

Aconteceu ZERO reação preconceituosa (Embora, eu saiba que o preconceito, infelizmente, ainda habita a maioria dos corações). Isso foi uma lavada de alma.

Eu sorri. Olhei ao redor e disse: Está chegando aqui!

Alguém falou jocosamente: Quer casar? Vai para a Argentina.

Eu disse: Boa idéia, Buenos Aires é Fantástica. Dá para aproveitar e passar a lua de mel.

(Estagiárias riram!)

Alguém fala: Todos voltem ao trabalho!

Foi uma vitória, não a festa da vitória como prometi no último post, mas uma vitória.

A vitória completa só virá os direitos civis forem respeitados, mas ver que as pessoas passaram a se sentir desconfortáveis em expressar publicamente seu preconceito e discriminação, já é vencer uma grande batalha.

Eu ia falar da festa da vitória, mas saiu isso ai acima. É uma vitória, né? De todos os gays, independente se votaram em Burns ou não!

Como sorte, até o final de 2014,
legalizam o casamento arranjo alguém e até me caso! Risos!


Tá, se você tá lendo isso aqui
e neste ano já me ouviu dizer pessoalmente que
eu nunca mais casaria,
eu falei mesmo,
mas um coração magoado diz tudo.
Não posso mudar de opinião?
Por favor,
não façam uma figura comigo em duas caras.
Risos.

Lapsos:

Pensem em uma pessoa cansada! Hoje foram tantas decisões, rascunhos de projetos e emoções que no início da noite eu já estava chamando Anita Garibaldi de Balde do Gari. Risos.

Episódios de esquecimento e trocas de nome foram múltiplos e vergonhosos:
Chamei Fernanda de Marina, Luciane de Juliana e entre outros ...

No trabalho, esqueci o nome de algumas colegas de trabalho (20 dias fora dá tudo isso?).
Claro, que eu fiz comédia disso.
Abri um sorriso e disse: Qual o seu nome mesmo, enquanto pegava o crachá e lia o nome. Risos.
Nem sei se elas perceberam o quanto de verdade tinha no esquecimento.


Conclusão:
Como sempre disse minha mãe para todo mundo e agora eu incorporo:
Sou ótimo com fisionomia e péssimo com nomes.
Risos. Eu achava essa frase tão desculpa.

Enfim, quem não quiser que eu troque o nome, por favor, me dê uma foto polaroide em que o rosto ocupe pelo menos 25 %, sem boné nem óculos escuros e com o nome na tarja branca, prometo me esforçar para decorar.